Como falar de mãe! (Vai ser estranho utilizar esse nome no texto). Não existe uma maneira simples de descrever a beleza, a complexidade e a dinâmica desse filme. Vou tentar simplificar as coisas aqui e vou fazer um texto inverso, vou falar um pouco da qualidade técnica depois vamos falar um pouco do enredo, esse que é tão maluco quando o Pennywise em IT- A Coisa

O diretor Darren Aronofsky, que diga-se de passagem é o mesmo diretor de Cisne Negro, Noé e a Fonte da Vida, faz uma mistura de todos esses filmes, tira cartas da manga, um coelho da cartola, um com certeza muitos litros de café, cria uma obra prima chamada mãe!

Impecável é a palavra que eu destaco para a produção técnica de mãe!, é um acerto atras do outro, tudo que está na tela faz sentido, tudo que você escuta tem um propósito, juntos criam um universo audiovisual espetacular, cada detalhe conta para a narrativa, se você perde algum deles, pode ter certeza, você irá ficar perdido em um caminho sem volta, então preste atenção em TUDO, com a junção de vídeo e áudio eu tive uma das maiores experiências dentro de uma sala de cinema em anos, e creio que você sentirá o mesmo que eu ou até mais, pode apostar.

Creio que uns 90% do filme você está na visão da Mãe (Jennifer Lawrence), ele utiliza uma camera por cima do ombro dela e mesmo não sendo em terceira pessoa, com a visão propriamente dita dela, você se sente no corpo de Mãe. Somente o que ela vê e escuta é o que o espectador (Você) vai saber sobre a história que é contada além de todos os sentimentos que ela vai experenciar durante a trama, isso cria uma sensação tão claustrofóbica que estava tão tenso na cadeira, que estava batendo o pé nervosamente, além de expressar minhas emoções em alto e bom som com um “WoW” ou um “O que foi isso” durante a sessão. Você literalmente se torna a Mãe, juro.

E a história, bem a história é um caso à parte nesse filme, é tão complexo que não existem palavra pra definir mãe!. O que eu posso estabelecer para vocês aqui, é que o filme passa longe de contar a história de um casal apaixonado numa casa quase abandonada que ela está reconstruindo, existe uma ligação muito maior entre a Mãe e Ele (Javier Bardem), que começando por os personagens que nem nome tem e são apenas conhecidos pelo que são sem nomes próprios como João ou Maria por exemplo, e a história “principal” cai por terra já na cena inicial, com uma mulher pegando fogo e toda queimada, depois de uns 30 minutos, quando sua cabeça começa a fritar de tantas teorias que você já começou a criar já que não está entendendo mais nada do que está vendo ou escutando, você desiste e deixa o filme te levar, só relaxa na cadeira e aproveite. Uma dica, relaxa bem antes dos últimos 30 minutos, já que nesses mesmos você provavelmente não irá respirar de tanta coisa que vai acontecer você irá ficar sem folego, e duvido você não gritar de indignação. Fim, é só o que eu posso falar do enredo. [Já existem várias teorias, mas isso fica para um próxima postagem, aguardem]

A falta de explicação das cenas absurdas que o filme tras, a dinâmica do enredo que faz você suspirar e mal respirar, faz ele ser um dos melhores filmes que eu já vi nos últimos tempos, e isso incluindo IT.

Não tenha medo de mãe! vá ao cinema, e divirta-se tentando decifrar todos os dilemas que ele nos trás, só não vai assistir quem realmente não gosta de filmes que “não tem final” se incomodam com finais abertos e sem explicação que dependem muito de toneladas de interpretação, e que muitas vezes têm que serem vistos mais de uma vez.

Deixe ai nos comentários suas explicações do que você acha que o filme trata, quem sabe você não tenha uma ideia diferente da minha, e podemos discutir sobre ele e chegar em outras conclusões juntos. Fico aguardando vocês.

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